Jeferson Tenório conversa com jovens na Biblioteca Comunitária Ilê Ará

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Na  terça-feria (6) os jovens que frequentam a Biblioteca Comunitária Ilê Ará, no Morro da Cruz conversaram com o escritor Jeferson Tenório.
Durante algumas semanas, o educador social Guto Alencar, trabalhou a obra e a vida de Jeferson com as crianças e jovens do local. Com o livro ‘O Beijo na Parede” na ponta da língua eles conversaram com o escritor sobre os personagens e o enredo da história, numa conversa que permeou as histórias de vida e teve como foco a literatura.

O papo, que iniciou sobre os personagens, logo levou Jeferson a contar sobre as inspirações para a escrita da história. Ele, que trabalhou capinando pátios, instalando chuveiros e mais tarde em pizzarias, contou que seu sonho era cursar uma faculdade. Passou em Letras em uma universidade particular, mas logo viu que gastava muito em livros e resolveu tentar a UFRGS. Passou, se formou e também já é mestre em literaturas luso-africanas pela federal. Jeferson ressaltou a importância que a literatura teve em sua vida, que ela foi um instrumento transformador. “Um livro não salva uma vida, mas o que você faz com o livro é que pode salvar”.IMG_20151006_154701230

A conversa logo enveredou para o RAP e o Hip Hop, estilos musicais muito presentes no cotidiano dos jovens do Morro da Cruz. A biblioteca conta, inclusive, com um grupo que escreve e dança musicas de sua autoria. (E já faz apresentações artísticas nas escolas próximas!). Jeferson contou que também participou de um grupo quando adolescente e falou da importância destes movimentos para as culturas da periferia, que hoje se espalham pela cidade.

Um jovem pergunta sobre a escrita do livro, como foi escrever. A reposta de Jeferson é certeira: não foi fácil. Foram 6 anos entre escritas, reescritas e a publicação da obra que foi Vencedora do Prêmio AGES (Associação Gaúcha de Escritores) e eleito o livro do ano de 2013. Outra leitora pergunta sobre o momento em que ele decidiu ser escritor, e Jeferson respondeu que foi no período em que decidiu não mais fazer parte do grupo de Hip Hop que participava. Disse que sua mãe o incentivou muito e que um professor (que é personagem do livro) também teve grande importância nesse processo.
Os personagens da obra foram palco de muitas conversas, cada um com sua peculiaridade e sua história, todos com muita força e vontade de lutar. Características que Jeferson reforçou e que os jovens muito se identificaram. “É um livro que nos aproxima”, disse um.IMG_20151006_151441331

Quando a conversa se aproxima do fim, Jeferson conta de sua proximidade com o Morro da Cruz, é a primeira vez que voltava ao local depois que morou lá uns anos a atrás. Se sente em casa nessa comunidade que também é sua.

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