Adolescentes lêem?

Na Biblioteca Comunitária Chocolatão a coordenadora Rafaele Siqueira, leitora voraz de literatura juvenil, está sempre mediando histórias e livros. Nos últimos meses pudemos observar a ampliação de interesse dos adolescentes da comunidade por livros de literatura. Antes, eles retiravam muitos livros infantis, conta Rafaele, mas de uns tempos para cá, observando suas leituras e indicando outras, eles têm se interessado mais pelos livros juvenis da biblioteca.

A transição do leitor de livros de literatura infantil para a literatura juvenil vem sendo acompanhada pela educadora e também pela bibliotecária da ONG Cirandar, que assessora a Rede de Bibliotecas Comunitárias, Camila Schoffen. Ao perceber que algumas crianças estavam lendo mais e com interesse em histórias mais longas, Camila sugeriu ampliar a indicação para outras obras que compõem o acervo juvenil. Os livros não param nas estantes e estão sempre nas rodas de histórias que acontecem todo final de tarde na biblioteca. A percepção e convivência diária com os leitores permite ampliar nossos horizontes, repertórios e conquistar novos leitores, revela Camila. O planejamento das ações de leitura da biblioteca tem privilegiado que os jovens descubram novos autores e ilustradores, a cada semana, um deles é escolhido para ser protagonista das rodas de histórias diárias.

A leitura compartilhada dos textos, as conversas sobre os livros e as indicações vêm rendendo muitos frutos. A gurizada está cada vez mais crítica quanto aos livros lidos, fazendo questão de selecionar quais as obras serão adquiridas e usam as paredes da biblioteca como porta-recados deixando suas opiniões sobre as obras lidas. A ideia deu tão certo que muitos dos livros sugeridos são retirados para empréstimo pelos outros leitores que circulam por lá. A partir destas leituras, vem surgindo novas ideias, como a leitura e escrita de poemas para distribuir na comunidade!

O Redes de Leitura tem como princípio fundamental a formação do leitor, a partir do acompanhamento sistemático das bibliotecas. Com as indicações de leitura para os mediadores e os planejamentos dos calendários culturais das bibliotecas é possível cada vez mais qualificar o trabalho de leitura feito nas comunidades. O empoderamento dos leitores é processo fundamental, para isso, o carinho, a dedicação e o trabalho conjunto estão sempre presentes. Cada vez mais formando leitores e leitoras nas comunidades de periferia de Porto Alegre!

Biblioteca Viva!

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