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Bibliotecas comunitárias têm assento no colegiado setorial do livro, leitura e literatura do Estado do Rio Grande do Sul!

Nos próximos dois anos a Ong Cirandar integrará o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura do governo do estado.
O convite veio da Secretaria de Cultura que está retomando o funcionamento de 11 colegiados setoriais nas diversas linguagens artísticas.

O atual grupo é composto por instituições e pessoas da sociedade civil com atuação na área e representantes do governo. O colegiado incidirá sobre a política cultural na área do livro, acompanhando a atuação do poder público no setor e propondo aprimoramento da política cultural.

Uma das primeiras tarefas do colegiado está sendo definir objetos de investimento para um edital que será lançado ainda no primeiro semestre de 2016, com recursos que totalizam
R$ 250 mil, oriundos do Fundo de Apoio à Cultura – FAC.

Márcia Cavalcante, coordenadora de desenvolvimento institucional, acompanhará as reuniões apresentando demandas relacionadas à democratização do acesso ao livro em bibliotecas comunitárias e comunidades periféricas e à formação de mediadores de leitura. “Em conjunto com os demais membros do colegiado vamos buscar ampliar e fortalecer a área com maior equidade entre as cadeias criativa, mediadora e produtiva do livro”, afirma Márcia.

Via Ong Cirandar.

LiteraCine na Biblioteca Comunitária Chocolatão!

No final da tarde do dia 22 de janeiro, na Biblioteca Comunitária Chocolatão, aconteceu o 1º LiteraCine de 2016. A atividade que une cinema e literatura já acontece desde 2014 e vem recebendo um público cada vez mais ávido por histórias. Nesta edição, a biblioteca resolveu inovar e selecionar filmes de curta-metragem de animação, todos baseados em livros, para uma sessão especial dirigida ao público infantil.

Os curtas “A maior flor do mundo”, “Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo” e “Carona na Vassoura” encantaram o público que esteve presente.

As leitoras da Biblioteca Comunitária do Arquipélago, Zilá, Kassandra, Erika, Kamili, Luana e Bryan, também estiveram presentes, acompanhados da educadora social Neusa Dias. Os olhares atentos mostraram o quanto esta atividade é importante na biblioteca, dando acesso à literatura em forma de cinema, que instiga e traz a imaginação à tona nas crianças da periferia.

A ação é a primeira do ano, planejada entre as duas bibliotecas, gerenciadas pela ONG Cirandar. Em meses alternados, o LiteraCine será realizado por uma delas, proporcionando a integração dos leitores e educadores dessas comunidades, através da promoção do cinema e da literatura.

Traga o seu convite e ganhe uma pipoca! A próxima edição será em março, especial sobre as mulheres!

Pra colocar na agenda! Dia 26 de outubro tem Jornada de Formação de Mediadores de Leitura!

O Redes de Leitura e a ONG Cirandar promovem mais uma Jornada de Formação de Mediadores de Leitura, destinada a educadores, mediadores de leitura e voluntários do projeto Redes de Leitura.

JORNADA DE FORMAÇÃO DE MEDIADORES DE LEITURA

Neste mês, continuaremos as andanças pela Literatura e abordaremos mais duas temáticas:
Pela manhã, em um bate papo sobre etnia e raça, origens dos países e nações africanas, o professor e escritor Jeferson Tenório chega à literatura africana.
A tarde, teremos contos, cantigas e histórias indígenas, com o Grupo Quem Conta Um Conto, projeto de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O evento é gratuito, aberto ao público em geral e acontecerá no Teatro da Cia de Arte (Rua dos Andradas, 1780).
Para se inscrever, envie NOME e RG ao e-mail cirandarong@gmail.com. Não esqueça de informar o nome do evento no assunto da mensagem.

Confira quem são nossos palestrantes:
Jeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977. Radicado em Porto Alegre é mestre em literaturas luso-africanas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Leciona em escolas de Porto Alegre. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009, com o conto Cavalos não choram e no concurso Palco Habitasul, com o conto A beleza e a tristeza, adaptado para o teatro em 2007 e 2008. É autor do romance O beijo na parede. Vencedor do Prêmio AGES (Associação Gaúcha de Escritores), eleito o livro do ano de 2013.

O Grupo Quem Conta Um Conto não só realiza apresentações em que são contadas histórias, como também promove oficinas e cursos de formação de contadores em diversos espaços. O trabalho é baseado na idéia de performance, um momento poético que recupera o ato de contar histórias, tão antigo quanto o homem, numa dimensão de ritual. Oferece a todos os implicados momentos lúdicos, que ampliam os referenciais poético-literários e estimulam a imaginação como experiência significativa para o conhecimento do mundo. O Grupo existe como projeto de Extensão Universitária desde 2005 e já teve em sua formação graduandos e graduados de vários áreas (Letras, Jornalismo, Teatro, História e Dança) . É coordenado por docente do Curso de Letras. A opção por histórias da tradição popular justifica-se pela convicção de que com elas tem-se acesso à diversidade étnico-cultural, uma maneira de contribuir para a valorização e recriação do patrimônio cultural brasileiro. Esse repertório tem em sua estrutura e nos seus temas elementos que atingem os mais diversos públicos: são simples (linguagem acessível, uso de ditados, provérbios, repetições, versos e cantorias), possuem ensinamentos, relacionam a vida material ao sobrenatural, tratam dos medos e maravilhas da vida humana em seus ciclos e rituais. Nas inserções comunitárias, tem-se constatado que os mais diversos públicos acabam por aguçar o conhecimento de outras artes como o teatro, a música e, principalmente, a literatura. Isso porque a exploração de corpo, gesto e voz, aliada ao uso de cantorias, instrumentos, desafios verbais ou mesmo de figurinos e objetos, cria uma dimensão espetacularizada. É a performance, experiência ritualística e poética em que as identidades dos participantes são postas em diálogo mas também em tensão. A estória dramatizada permite a interação entre contador e ouvintes, propiciando vivências coletivas e sensíveis. Tendo em vista que não só há vários tipos de conhecimento como várias formas de conhecer, eleger uma delas é já fazer uma intervenção sobre o mundo, por isso temos optado por ultrapassar as portas da universidade e mergulhar na realidade, efetivando uma intervenção que é simultaneamente social e poética, posto que prazerosa e estimulante.

Te esperamos lá!

Jovens trabalham os contos populares na Biblioteca Comunitária Chocolatão

O educador Maurício Alves, da Biblioteca Comunitária Chocolatão, trabalhou, na terça-feira (11), os contos populares com as crianças e jovens no Sase da Tijuca dentro da comunidade Nova Chocolatão. A atividade busca, além de estimular a imaginação, resgatar as histórias tradicionais do Brasil e a oralidade. Veja o relato de Maurício:

Quando se trata de Contos Populares (Lendas, Mitos, Folclore), não há como não entrar na brincadeira. Histórias que ensinam e divertem ao mesmo tempo, que nos ligam a um universo da cidade e do mundo nos fazendo viajar sem hora marcada para voltar.

A viagem é livre e a brincadeira mais livre ainda. Quer brincar de Conto Popular sem sair do lugar?
A criançada do Sase da Tijuca que reside no Bairro Morro Santana não perdeu tempo, entrou de cabeça e topou a proposta.

Maurício Alves, educador da Biblioteca Comunitária Chocolatão

Aulas preparatórias para o Encceja começam na Biblioteca Chocolatão

Ontem foi o primeiro dia de aula de uma turma muito especial. Começaram nessa terça-feira (16) as aulas preparatórias para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA – da Nova Chocolatão, que buscam reaproximar membros da comunidade, há muitos anos afastados da escola, do ensino formal. O projeto é fruto de uma parceria da Ong Cirandar com o Resgate Popular.

A educadora do Cirandar Maria Fernanda Viegas, graduada em Letras pela Ufrgs, e os professores do Resgate Aécio Severo, Márcia Reckziegel, Breno Costa e Rosemeri Dall´Agnol darão aulas até o final de dezembro, nas segundas e quartas-feiras à noite, sempre na biblioteca, a uma turma formada principalmente por moradores da comunidade.

O principal objetivo é proporcionar um ambiente em que os estudantes possam desenvolver as competências e habilidades necessárias para prestarem o exame. Por fim, o que realmente desejamos é que se crie mais esse espaço de troca de saberes em uma comunidade tão rica culturalmente, mas muitas vezes silenciada.